Bovespa fecha em alta e renova máxima histórica
O principal indicador da bolsa brasileira, a B3, fechou em alta nesta quinta-feira (3), batendo o recorde de maior patamar de fechamento já registrado pelo segundo dia seguido. Neste pregão, os investidores continuaram repercutindo as expectativas pela aprovação de reformas econômicas, o que reduziu os efeitos do cenário externo mais negativo.
O Ibovespa subiu 0,61%, aos 91.564 pontos. Veja mais cotações. Nos dois primeiros pregões de 2019, o índice já subiu 4,18%.
A Eletrobras teve novo pregão de forte alta, ainda repercutindo as expectativas sobre a continuidade do processo de capitalização da empresa. A cotação das ações da empresa fechou no maior patamar em pelo menos 25 anos, segundo dados do Valor.
O mercado tem reagido com otimismo às declarações do novo ministro da Economia, Paulo Guedes, como a de que a Previdência Social, as privatizações e a simplificação de tributos são os "pilares da nova gestão".
A equipe de estratégia da XP Investimentos, liderada por Karel Luketic, considerou "contundente" o discurso de posse do ministro, "que renovou as expectativas em torno da implementação de uma agenda liberal com redução da carga tributária, privatizações e redução de cargos", destacou a Reuters. "Evidentemente que todo o foco estará na execução dos discursos de agora em diante", ressaltou a equipe da XP.
Cenário externo
Os recuos das bolsas dos Estados Unidos reduziram os ganhos do mercado acionário brasileiro nesta quinta. Segundo o Valor Online, os índices norte-americanos eram minados pela divulgação de vendas mais fracas do que o esperado pela gigante Apple no final da quarta-feira, que também afetou bolsas na Ásia e Europa.
O viés negativo em bolsas no exterior também endossava alguma realização de lucro no pregão brasileiro - ou seja, investidores aproveitando a alta recente para vender ações a um preço maior do que o valor que pagaram na compra.
Destaques
As ações da Eletrobras avançaram 5,23% nas ordinárias e 6,01% nas preferenciais, ainda repercutindo a sinalização do ministro de Minas e Energia, de que pretende levar adiante a capitalização da elétrica de controle estatal, além manutenção do presidente-executivo da companhia, Wilson Ferreira Jr.
A Petrobras terminou o pregão em alta, em dia de posse do novo presidente, Roberto Castello Branco. As ações preferenciais subiram 4,45% e as ordinárias, 2,06%. Em seu discurso de posse, Branco criticou a existência de monopólios, e defendeu uma menor intromissão do Estado na economia.
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Cerimônia de posse de Roberto Castello Branco como presidente da Petrobras, no Edifício Sede da companhia, no Rio de Janeiro — Foto: Sergio Moraes/Reuters
Na outra ponta, a Vale se destacouentre as perdas do dia, com queda de 4,09%. O Valor Online destaca que as ações da mineradora são pressionadas pela cautela dos investidores em relação à China — o sentimento negativo aumentou após a Apple cortar suas estimativas citando o mau desempenho da economia do país asiático.
A terceira prévia da carteira teórica do Ibovespa que irá vigorar a partir de segunda-feira (7) registra a entrada das ações da empresa de galpões logísticos Log Commercial Properties e mantém a inclusão dos papéis da BR Distribuidora.
Com as mudanças na carteira, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, mantém em sua composição 65 ativos de 62 companhias.
A última preliminar mostra os papéis preferenciais do Itaú Unibanco com a maior participação, de 10,9%, seguidos por Vale, com 10,6%, e Bradesco, com 8,6%.
Petrobras responde por 7% nas preferenciais e 4,9% nas ordinárias na prévia para a portfólio que passa a valer a partir de segunda-feira, quarta e quinta maiores participações, respectivamente.
Na carteira atual, Vale ocupa a liderança, com 12,8% de participação, seguida por Itaú Unibanco (10,4%) e Bradesco (7,1%).
Ibovespa em 2018
No acumulado de 2018, o principal indicador da bolsa brasileira avançou 15%. Foi o terceiro ano seguido de ganhos para o Ibovespa, que subiu 27% em 2017 e 39% em 2016.
A bolsa brasileira teve em 2018 um dos melhores desempenhos entre os principais índices do mundo, em meio a uma queda generalizada nos mercados globais. As bolsas dos Estados Unidos, Europa, China e outros países da América Latina fecharam o ano com perdas.
*G1
