Bouteflika renuncia ao cargo de presidente da Argélia após protestos


O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, renunciou nesta terça-feira (2) após semanas de protestos no país, informou a agência local APS. O político de 82 anos tomou a decisão após os militares argelinos exigirem que ele deixasse o cargo imediatamente.






Bouteflika governava o país havia 20 anos, e um derrame sofrido seis anos atrás o debilitou severamente – desde então, ele quase não aparece mais em público. O político tentaria mais uma reeleição, mas argelinos foram às ruas para protestar contra mais uma candidatura.





A pressão levou Bouteflika a desistir de mais um mandato, e ele prometeu deixar a Presidência até 28 de abril. Porém, uma nova série de protestos e a pressão de militares adiantou o pedido de saída do cargo.







Quem é Bouteflika?





Presidente da Algéria, Adbelaziz Bouteflika, ao lado do general Ahmed Gaed Salah em 2012, durante formatura de turma do exército — Foto: Ramzi Boudina/Reuters

Presidente da Algéria, Adbelaziz Bouteflika, ao lado do general Ahmed Gaed Salah em 2012, durante formatura de turma do exército — Foto: Ramzi Boudina/Reuters






Como explica a colunista do G1 Sandra Cohen, Bouteflika é comparado a um monarca, apesar do mérito de ter encerrado a guerra civil em 2005. As decisões de governo cabem a um grupo, conhecido como Le Pouvoir (o poder), concentrado em generais, políticos e empresários. Said, irmão mais novo de Bouteflika, comanda a coalizão.








Pessoas se reúnem durante protesto contra a decisão do presidente Abdelaziz Bouteflika de adiar eleições e estender seu quarto mandato, em Argel, na Argélia — Foto: Zohra Bensemra/Reuters

Pessoas se reúnem durante protesto contra a decisão do presidente Abdelaziz Bouteflika de adiar eleições e estender seu quarto mandato, em Argel, na Argélia — Foto: Zohra Bensemra/Reuters










Opositores alegam que, por causa do derrame, Bouteflika estava sem condições de governar a Argélia. A situação do presidente no cargo ficou mais complicada quando o chefe do Exército argelino também disse que ele era incapaz de continuar governando.


*G1





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