EUA libertam homem preso por assassinato que não cometeu; o culpado era a principal testemunha


A Justiça dos Estados Unidos soltou na quarta-feira (31) um homem que ficou 21 anos preso por um homicídio que não cometeu –o verdadeiro assassino foi a principal testemunha.






John Miller, o homem libertado, foi condenado a prisão perpétua em 1997. O crime, um latrocínio em uma estação de trem na cidade da Filadélfia, aconteceu em 1996.





A principal testemunha do processo, David Williams, mentiu à polícia ao dizer que Miller teria lhe confidenciado a autoria do assassinato.





Williams deu seu depoimento à polícia em troca de perdão por um outro crime. Ou seja: com uma confissão falsa, ele conseguiu se livrar de penas por dois crimes diferentes.




Criminoso se arrependeu





Pouco depois, Williams, a testemunha mentirosa, se arrependeu. Antes mesmo da audiência do homem que era acusado erroneamente pelo homicídio, ele voltou atrás.





Em dezembro de 2002, Williams escreveu uma carta para a mãe de Miller. No texto, afirmava que era ele o homicida. “Eu não consigo viver com isso na minha consciência. Seu filho não tinha conhecimento desse crime. Ele nem mesmo estava lá. Eu menti”, ele afirmou.





Miller apelou dez vezes à Justiça, e perdeu em todas elas.





Os advogados dele encontraram evidências que mostram que colocavam em xeque o que as autoridades sabiam sobre a declaração inicial de Williams, de acordo com os registros da Justiça.





Foi a promotoria que recentemente protocolou um novo documento em que diz que não há provas contra Miller.






Na quarta (31) um juiz concordou e mandou soltá-lo. A promotoria ainda não declarou se vai processar Williams.


*G1





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