Grupo de Lima condena prisão de assessor de Guaidó na Venezuela

Grupo de Lima condenou “energicamente” a prisão do chefe de gabinete de Juan Guaidó, Roberto Marreiro, e a operação de busca e apreensão na casa do deputado Sérgio Vergara, da oposição venezuelana. Ambos os atos ocorreram nesta quinta-feira, 21, por ordem do regime de Nicolás Maduro, ao qual o Grupo de Lima considera “ilegítimo e ditatorial”.




[caption id="attachment_2979905" align="alignright" width="300" class="content-image"] O deputado de oposição Sergio Vergara em frente ao Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin), em Caracas, depois da prisão de Roberto Marrero: casa invadida – 21/03/2019 (Ronaldo Schemidt/AFP)[/caption]





Com o objetivo de impulsionar a redemocratização da Venezuela a partir do fim do regime de Maduro, o Grupo de Lima é formado pelos governos doBrasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru.

Em comunicado conjunto, seus membros rechaçaram a prisão de Marrero, considerada “ilegal” e consideraram como inaceitável a operação na casa de Vergara. A nota não menciona o fato de a residência de Marrero ter sido também alvo de busca e apreensão.

Estes são os primeiras atos de repressão contra alvos da oposição próximos a Guaidó desde a presença de agentes da Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana (Faes), considerada o esquadrão da morte do regime, na casa do autoproclamado presidente interino da Venezuela.

“O Grupo de Lima exige do regime ilegitimo e ditatorial de Nicolás Maduro a imediata liberação do senhor Marrero e o pleno respeito ao foto parlamentar do deputado Vergara e faz um chamado aos organismos internacionais de direitos humanos que exerçam com decisão e de imediato as suas competências em relação ao Estado venezuelano”, diz o comunicado.

Os 12 países disseram responsabilizar o regime pela segurança e integridade pessoal de Marrero e Vergara. também exigiu o fim das hostilidades aos “democratas venezuelanos” e das práticas sistemáticas de prisão arbitrária e de tortura na Venezuela.

*Veja

Mais lidas