Jornalista acusado de envolvimento em apagão é solto na Venezuela

O jornalista e ativista venezuelano de direitos humanos Luis Carlos Díaz foi solto nesta terça-feira em Caracas, após ser detido na véspera por agentes de Inteligência por seu suposto envolvimento no apagão que atinge o país.

Díaz, a quem o partido no poder vincula a suposta sabotagem que provocou o apagão generalizado da última quinta-feira, será denunciado por “instigação ao crime”.

“Saiu da sede do Sebin (…) o jornalista Luis Carlos Díaz”, informou no Twitter o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

Um vídeo na Internet mostra o comunicador saindo de El Helicoide, a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), em Caracas, acompanhado da mulher e de advogados.






O jornalista, um severo crítico do governo de Nicolás Maduro, é muito ativo e reconhecido nas redes sociais.

O programa de televisão do oficialista Diosdado Cabello Diaz ligou Díaz ao apagão através de um vídeo com declarações do radialista antes da queda de energia, em que cita casos de apagões em outros países que incentivaram rebeliões contra governos.

Seu caso ocorre depois que, em 7 de março, o jornalista americano Cody Weddlefoi detido por 12 horas por agentes militares de contra-espionagem e deportado para seu país.

A ONG Espacio Público, que defende a liberdade de expressão, registrou cerca de 50 prisões de trabalhadores da imprensa na Venezuela em 2019: 27 em fevereiro e 12 em janeiro.

Além disso, observou que o jornalista alemão Billy Six ainda é mantido na sede do Sebin, em El Helicoide, desde 17 de novembro.

Duas semanas atrás, as duas maiores redes hispânicas nos Estados Unidos, Univision e Telemundo, denunciaram “detenção” e “sequestro” no exercício da profissão em Caracas após a prisão por algumas horas de Jorge Ramos, da Univisión, e de Daniel Garrido, jornalista venezuelano da Telemundo.

*Veja

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