Presidente da Coreia do Sul diz que 2º encontro entre Kim e Trump será em breve
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, deu nesta quinta-feira (10) como certo o segundo encontro entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente americano, Donald Trump. Durante o tradicional discurso de Ano Novo, Moon afirmou que a cúpula "será realizada em breve".
O presidente sul-coreano disse que o diálogo para conseguir a paz e o fim do programa nuclear da península coreana "segue se expandindo neste momento e vai acelerar ainda mais este ano".
"A segunda cúpula entre Coreia do Norte e EUA será realizada em breve, e a visita de cortesia a Seul do líder norte-coreano, Kim Jong-un, serão novos momentos decisivos para consolidar a paz na península", garantiu Moon.
Suas declarações acontecem depois da quarta visita de Kim à China, onde ele se encontrou com o presidente Xi Jinping.
As três viagens anteriores de Kim à China foram antes da participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang (Coreia do Sul) - evento que abriu as portas para a aproximação entre Pyongyang e a comunidade internacional; as outras duas ocorreram justamente depois das suas cúpulas com Moon e Trump.
Na reunião de Singapura, EUA e Coreia do Norte concordaram em trabalhar pelo fim do programa nuclear do regime norte-coreano. Porém, desde então, o diálogo mal avançou devido à falta de um plano claro para colocar em prática o processo de desarmamento.
Cooperação intercoreana
Nesta quinta, o presidente sul-coreano defendeu o impacto positivo que os projetos de cooperação intercoreana podem ter para a economia da península.
Moon admitiu que tudo está pronto para retomar as operações de uma propriedade industrial e um complexo hoteleiro localizado na Coreia do Norte.
O líder sul-coreano também disse que seu governo "vai cooperar com a comunidade internacional, incluindo os EUA, para resolver o mais rápido possível assuntos pendentes como as sanções internacionais".
No entanto, Washington acredita que o regime deve implementar de antemão ações reais que garantam sua disposição de encerrar seu programa nuclear.
*G1
