Presidente do Equador diz que Assange violou termos de asilo


O presidente equatoriano, Lenin Moreno, disse que o fundador do WikiLeaksJulian Assange, "repetidamente violou" os termos de seu asilo na embaixada de Londres no país andino, segundo uma entrevista à imprensa local desta na terça-feira (2).






Moreno disse à Associação de Radialistas do Equador que Assange não tem o direito de "hackear contas privadas ou telefones" e não pode intervir na política de outros países, especialmente aqueles que têm relações amistosas com o Equador.








O presidente do Equador, Lenín Moreno, em foto de agosto de 2018 — Foto: Reuters/Daniel Tapia

O presidente do Equador, Lenín Moreno, em foto de agosto de 2018 — Foto: Reuters/Daniel Tapia






Assange afirma que o Equador está tentando acabar com o seu asilo e que tem sido pressionado, isolado de visitantes e espionado. O governo do país, por outro lado, diz que o tratamento dado a Assange está de acordo com o direito internacional, mas que sua situação "não pode ser estendida indefinidamente".





Assange se refugiou na embaixada do Equador em Londres em 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia, onde as autoridades queriam interrogá-lo como parte de uma investigação de agressão sexual.






A investigação foi descartada, mas Assange teme que ele possa ser extraditado para enfrentar acusações nos Estados Unidos, onde promotores federais investigam o WikiLeaks.


*G1





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