Servidores voltam ao trabalho após fim de paralisação do governo dos EUA; há risco de novo 'shutdown'


Centenas de milhares de servidores federais que ficaram sem receber devido à paralisação parcial do governo dos Estados Unidosvoltaram nesta segunda-feira (28) ao trabalho. No entanto, ainda há temores de que a situação se repita em três semanas – caso o Congresso não chegue a um acordo pedido pelo presidente Donald Trump para a segurança na fronteira com o México.






Após o fim do "shutdown" mais longo da história do país, o centro de Washington voltou ao normal. Dezenas de milhares de pessoas retornaram ao trabalho em escritórios e serviços de responsabilidade do governo norte-americano.








Funcionários do Instituto Smithsonian – que reúne quase 20 museus públicos na capital dos EUA – também voltaram ao trabalho. Pelo Twitter, o diretor do instituto, David Skorton, celebrou o retorno:





"Bem-vindos outra vez. À medida que reabrimos, expresso minha admiração e agradecimento mais profundo a toda a família do Smithsonian pela coragem e paixão pelo serviço público", tuitou.





Falta de salários e trabalho acumulado






Homem caminha em estação de metrô em Washington no primeiro dia após o fim do 'shutdown' mais longo da história dos EUA — Foto: Joshua Roberts/Reuters


Homem caminha em estação de metrô em Washington no primeiro dia após o fim do 'shutdown' mais longo da história dos EUA — Foto: Joshua Roberts/Reuters









Além da falta de dinheiro, os funcionários precisarão também lidar com a quantidade de trabalho acumulado. Algumas agências projetam demora para regularizar o ritmo de funcionamento do serviço público.







Medo de novo 'shutdown'







Norte-americanos voltam ao trabalho em Washington após reabertura do governo dos EUA — Foto: Joshua Roberts/Reuters


Norte-americanos voltam ao trabalho em Washington após reabertura do governo dos EUA — Foto: Joshua Roberts/Reuters






Outra preocupação está no aspecto político. O projeto de lei assinado pelo presidente Donald Trump na última sexta-feira só garante financiamento para os órgãos afetados pela paralisação por três semanas. E não há perspectiva de acordo entre democratas e republicanos para aprovar um orçamento definitivo.





O novo limite para as negociações, portanto, é 15 de fevereiro.





"É estúpido. Por que vamos abrir por três semanas e depois eles farão isso de novo?", questionava Towanna Thompson, funcionária do Departamento de Interior, em entrevista à rádio pública "NPR".






O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante cerimônia na Casa Branca — Foto: Yuri Gripas/Reuters


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante cerimônia na Casa Branca — Foto: Yuri Gripas/Reuters









"Pessoalmente acho que (a chance) é de menos de 50%", afirmou Trump em entrevista ao "The Wall Street Journal".



Pressionado pelos democratas e por protestos dos servidores contra a paralisação, Trump cedeu na semana passada e assinou um projeto de lei orçamentária para financiar o governo por três semanas. A proposta não inclui recursos para o muro.







Perdas na economia




A paralisação parcial do governo dos EUA provocou perdas de US$ 11 bilhões à economia americana, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO). Do valor, US$ 3 bilhões são considerados como "não recuperáveis".






"Embora a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) real perdida durante o quarto trimestre de 2019 e o primeiro de 2019 possa ser recuperada, estimamos que US$ 3 bilhões não serão", afirmou o diretor do CBO, Keith Hall, em comunicado.


*EFE





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