Trump lança oficialmente campanha para reeleição
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lança oficialmente nesta terça-feira (18) sua campanha pela reeleição em um comício na cidade de Orlando, na Flórida.
O estado, tradicionalmente um reduto republicano, tem 29 assentos no colégio eleitoral e foi importante para garantir a vitória de Trump nas eleições de 2016.
Segundo o presidente, “’mais de 100 mil pedidos de ingresso” foram feitos, embora o Amway Center, onde acontecerá o comício, tenha capacidade para apenas 20 mil pessoas. No Twitter, Trump disse que telões serão instalados do lado de fora para aqueles que não conseguirem entrar poderem acompanhar seu discurso.
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Não se sabe exatamente quantos ingressos foram distribuídos, mas a secretária nacional de imprensa da campanha, Kayleigh McEnany, informou que somente poderão entrar os 20 mil primeiros a chegar.
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Apoiadores de Donald Trump acampam em frente ao local onde ele irá lançar oficialmente sua campanha pela reeleição, na segunda-feira (17), cerca de 40 horas antes do evento — Foto: Gregg Newton/AFP
O evento terá início às 20 horas, mas as portas serão abertas quatro horas antes. Para garantir não apenas que conseguirão entrar, mas que terão um bom lugar e conseguirão se aproximar de Trump, algumas pessoas resolveram acampar na porta do Amway Center cerca de 40 horas antes do comício.
Na manhã de segunda-feira, barracas foram armadas em frente ao local, e apoiadores com bonés, camisetas e faixas com o nome de Trump e o slogan "Make America great again" já podiam ser vistos aguardando.
Pesquisa
Tamanha empolgação de eleitores na Flórida, no entanto, não garante total tranquilidade a Trump. Uma pesquisa divulgada na noite de domingo pelo canal Fox News mostra cinco pré-candidatos democratas à frente do atual presidente.
Joe Biden, que lidera as intenções de voto, aparece com 10 pontos a mais do que Trump, e Bernie Sanders com nove. As senadoras Elizabeth Warren, de Massachusetts, e Kamala Harris, da Califórnia, e Pete Buttigieg, prefeito de South Bend, Indiana, também têm pequenas vantagens sobre ele.
Nos últimos dias, o presidente demitiu funcionários de sua administração responsáveis por pesquisas internas. Segundo a imprensa dos EUA, ele teria ficado irritado e afirmou que os números apresentados por eles eram mentirosos, depois que seus levantamentos também apontaram alguns pré-candidatos democratas com maiores intenções de voto do que Trump.
*G1
