'Um dos dias mais sangrentos da história', diz premiê da NZ
A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, condenou firmemente os ataques contra as duas mesquitas de Christchurch, em Canterbury, na ilha sul do país. O massacre deixou 49 mortos e 48 feridos nesta sexta-feira (15).
Ela definiu o ataque como "um ato de violência sem precedentes na Nova Zelândia" e que esse é "um dos dias mais sombrios e sangrentos da história do país". "Esse tipo de violência não tem lugar na Nova Zelândia."
"Não fomos escolhidos para este ato de violência por tolerarmos o racismo, por sermos um paraíso para o extremismo. Fomos escolhidos justamente porque não somos nada disso, porque representamos a diversidade, a bondade e a compaixão, somos um lar para aqueles que compartilham os nossos valores, um refúgio para aqueles que necessitam. E esses valores, eu posso garantir, não serão e não podem ser abalados por esse ataque”, afirmou Jacinda Ardern, em pronunciamento.
Os detidos são três homens (um deles australiano) e uma mulher. A polícia local informou, porém, que não está descartada a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. Nenhum dos suspeitos sob custódia estava em listas de observação da polícia.
Suspeito de ser um dos autores do massacre, um australiano de 28 anos divulgou um manifesto no qual defende ideias supremacistas, anti-imigração e da extrema direita. O documento de 74 páginas fala em genocídio promovido por brancos e possui uma lista com vários objetivos, incluindo a criação de “uma atmosfera de medo” contra os muçulmanos. A polícia local não confirmou se ele é um dos detidos.
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Ataques em mesquitas na Nova Zelândia — Foto: Juliane Souza/G1[/caption]*G1
