Com de lotação das UTIs, Campo Grande tem pior situação entre capitais, aponta Fiocruz

Com de lotação das UTIs, Campo Grande tem pior situação entre capitais, aponta Fiocruz

Com pacientes no corredores do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) e doentes com Covid-19 internados de forma improvisada em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Campo Grande tem taxa de ocupação de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 106%, a maior entre capitais.

Conforme boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os dados obtidos na segunda-feira (08) mostram que Campo Grande, Porto Alegre (102%) e Porto Velho (100%) são as únicas capitais do país a registrarem falta de vagas em UTIs. Na sequência aparece Rio Branco (99%), Goiânia e Teresina (98%).

Assim como outras capitais, Campo Grande sofreu com a redução do financiamento de leitos UTI por parte do Ministério Federal, que reduziu em mais de 70% as verbas em todo o país. Atualmente, são 372 leitos em MS financiados pelo governo federal.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) comentou sobre a falta de apoio do Ministério da Saúde. “Aconteceu também aqui, há um negacionismo a nível federal impressionante, mas vamos superar tudo, embora ocupação de leitos seja alta, ela é estável e vai cair, como já está caindo”, declarou.

Os pesquisados da Fiocruz consideraram no boletim: “considerando o quadro atual e a situação extremamente crítica no que se refere às taxas de ocupação de leitos UTI Covid-19, que apontam para a sobrecarga e mesmo colapso de sistemas de saúde, os pesquisadores reforçam a necessidade de ampliar e fortalecer as medidas não-farmacológicas envolvendo distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização das mãos. Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais”.

Mais leitos

Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) negocia a ampliação de 45 leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais particulares de Campo Grande para atender pacientes do SUS. Assim, o município chegaria a 330 leitos críticos. Atualmente, são 285 leitos contratualizados pela prefeitura.

No início desta semana, a prefeitura ativou 12 leitos UTI na Clínica Campo Grande e corre para habilitar mais 45 leitos em outros hospitais particulares.

Na terça-feira (09), o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, também informou que o Estado deve ampliar a oferta de leitos UTI nas próximas semanas.

*Midiamax

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