De novo: passageiros voltam a denunciar ônibus lotados em Campo Grande

Um registro feito por uma passageira na madrugada desta sexta-feira (5) denuncia mais uma vez o desrespeito aos decretos municipais nos ônibus de Campo Grande e mostra número excedente de passageiros em pé.

O registro foi feito por uma passageira que estava da linha 116 (Los Angeles – Centro) do Consórcio Guaicurus e mostra pelo menos dez passageiros em pé, quando o limite estipulado pelo decreto é de no máximo 7 neste tipo de veículo.

Segundo a passageira, eram cerca de 5h30 quando ela e mais duas pessoas embarcaram no ônibus, que só tinha um lugar para seguir viagem sentado. As demais ficaram em pé.

“A partir daí, o motorista continuou a parar em todos os pontos… Quando chegamos na Avenida dos Cafezais, ele já estava cheio. Aí as pessoas começam a gritar: motorista você vai lotar o ônibus mesmo? Ele já tá cheio, você não se preocupa com a saúde das pessoas que estão aqui?”, afirma a passageira.

Antes de entrar no Terminal Guaicurus, o motorista teria, ainda, buzinado para chamar o fiscal e teria perguntado se era para embarcar alguém. “Aí o fiscal disse que não, pois o ônibus estava cheio, já. Uma senhora que estava sentada na minha frente gritou pela janela: quer dizer que o ônibus pode vir lotado do bairro, mas para ir ao centro não pode?”, declarou.

Show de irregularidades


Em março, o transporte público da Capital passou por uma série de restrições, que foram gradualmente flexibilizadas conforme as regras de funcionamento do comércio eram afrouxadas. Atualmente, o uso de máscaras é obrigatório e há limitação do número de passageiros em pé.

Porém, diversas denúncias enviadas ao Jornal Midiamax reforçam irregularidades frequentes em relação ao atendimento ao decretos. Entre os relatos, estão o embarque de passageiros em número excedente, atrasos frequentes de linhas, passageiros que retiram a máscara de proteção no interior do veículo e linhas que encerram circulação mais cedo.

A reportagem acionou a assessoria do Consórcio Guaicurus e da Prefeitura de Campo Grande e aguarda posicionamento.

*Midiamax

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