Mãe procura polícia após funcionário de UPA gritar e “puxar” braço de criança

Mãe de uma criança de 4 anos procurou a Polícia Civil na noite de ontem (27), após confusão com um técnico de enfermagem, em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Segundo informações da mãe da criança, o funcionário gritou e puxou o braço da menina com força para aplicar uma medicação. O caso foi parar na delegacia de polícia.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a mãe, uma jovem de 23 anos, disse que levou a filha de 4 anos para tomar medicamento porque estava com otite. Que ao ser chamada pelo técnico de enfermagem para aplicar a medicação, levou a criança até a enfermaria infantil. Que no local, o funcionário “de forma agressiva” disse para a mulher “vai para o outro lado, anda logo”.

Ainda de acordo com a mãe, no momento em que o funcionário foi segurar o braço da criança para aplicar a medicação, ele de forma agressiva pegou a menina pelo braço, puxou com força e gritou “Para com esse braço, quieta esse braço, não mexe”. A jovem disse que tentou conversar com o funcionário explicando que a criança não entendia devido aos gritos e que iria chamar a administração da unidade, quando o técnico gritou novamente, dizendo que ela deveria resolver com ele.

Ainda conforme relatos da vítima, outras mães disseram que o funcionário  já havia tratado mal outras crianças e não era a primeira vez.

O funcionário se explicou dizendo que era o jeito de falar e que não havia tratado ninguém com estupidez.

A mãe da criança fez uma reclamação formal por escrito na unidade. Testemunhas que presenciaram o fato também relataram a polícia o que havia acontecido. Policiais foram até a unidade de saúde para colherem mais informações.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) no centro e será investigado.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre o caso e até a publicação desta notícia não houve resposta.

*Correio do Estado

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