Pais no Lolla: eles cuidam dos filhos, mas curtem
Muitos pais e mães levaram seus filhos para o Lollapalooza nesta sexta (5). Alguns foram só acompanhar, mas outros curtiram mais que os adolescentes, que em sua maioria esmagadora ficava no palco de eletrônico.
Palco de Jazz
Raquel Loff, jogadora de volei profissional, mora ao lado Autódromo, em Interlagos, e todo ano deixava sua mãe em casa. Elas moram tão perto que dá para ver e ouvir o que acontece no festival.
Neste ano foi diferente e Rose Loff, professora de cerâmica, além de dar os ingressos como presente de natal dos filhos, veio ver tudo pessoalmente. “Ano que vem vou tentar trazer meu marido. Só queria deixar uma sugestão: façam um palco jazz, aí todos os maridos vão querer vir”, fala rindo e diz que Herbie Hancock não seria nada mal.
'Poderia ter David Guetta'
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Arthur e Marco Freitas foram juntos, mas tinham turmas separadas no Lollapalooza — Foto: Gabriela Sarmento/G1
Apesar do palco maior e de uma programação com grandes nomes do eletrônico, Marco acha que o palco poderia mais. "Precisava arriscar mais, trazer um Calvin Harris, David Guetta, você vê que tá atraindo gente" e mostra o número de pessoas no local às 16h.
Sonho da mãe
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Adriana Lebrão deu o ingresso do festival de presente de aniversário para finalmente ir ao Lollapalooza — Foto: Gabriela Sarmento/G1
A filha de Adriana Lebrão vai comemorar 15 anos no festival no domingo (7), mas quem ganhou o presente foi ela. "Três anos que eu fico pulando na frente da TV me perguntando 'por que eu não estou lá?'", diz ao G1.
O festival como presente foi a "desculpa perfeita" para vir e ainda saiu no lucro. "Estando aqui não preciso fazer festa e ainda estou junto", conta no show do Tribalistas.
"Estou aqui pelas amizades, porque se pudesse estaria no show do Fisher", diz baixinho com uma certa inveja da filha que estava curtindo o DJ australiano. A atração que mais quer ver é Post Malone no sábado (6). "Nunca imaginei que ia gostar de um artista como esse, mas a voz dele me conquistou", finaliza.
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Renato Candusso e Ricardo Moreira vieram ver se o Lollapalooza é seguro para deixar as filhas virem sozinhas nos outros dias — Foto: Gabriela Sarmento/G1
O medo de deixar os filhos adolescentes sozinhos com tanta gente é uma preocupação recorrente. Renato Candusso, arquiteto, veio na sexta pela primeira vez ao festival para conhecer. “Vim ver a segurança para ver se nos outros dias elas podem vir sozinhas”, se referindo às filhas de 15 e 17 anos que estavam com os amigas na hora da entrevista.
“Tô achando legal pra caramba. Pena que não tinha 20 anos atrás”, fala durante o show do Tribalistas. Além do trio, ele quer ver Lenny Kravitz.
Ricardo Moreira, advogado, acompanha o amigo na “missão pai”. Ele já foi a outros festivais como Rock in Rio e Tomorrowland, mas diz que sua pegada é mais rock. Falta o gênero na programação? “Ah são coisas diferentes. Aqui é mais eletrônico, DJ, aqui é mais juventude”, claramente influenciado pelas conversas em casa com a juventude.
Filho ficou em casa
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Filho do Flávio Melo não quis vir ao festival, mas o pai saiu de Goiânia e veio ao Lollapalooza do mesmo jeito — Foto: Gabriela Sarmento/G1
“Tentei trazer meu filho de 16 anos, mas ele não gosta. Já levei até no Rock in Rio, mas desisti. Venho sem ele”, conta ao lado do amigo e ex-sócio. Eles vieram de Goiânia apenas para o festival.
*G1
